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OPINIÃO: O proselitismo político e a imprensa

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*Por Mara Magalhães 

A imprensa imprensa de modo geral e contextualmente no sul e extremo sul da Bahia, ao longo de 2025 e no início de 2026, apresenta um cenário complexo onde o proselitismo político e a polarização se sobrepõem, frequentemente, à cobertura jornalística neutra.

Alguns aspectos observados nesse período confirmam isso:

Polarização política Intensa

O noticiário local reflete a disputa entre grupos políticos estaduais e nacionais, com ênfase na polarização Lula x Flavio Bolsonaro, o que influencia a percepção sobre a gestão do governador Jerônimo Rodrigues. No Extremo Sul, isso ganha uma camada extra: a disputa Agronegócio vs. Movimentos Indígenas/Sociais.

Vale observar que essa polarização pode estar “nacionalizando” problemas que são locais, impedindo soluções pragmáticas para a região.

Proselitismo e Propaganda Política

Relatos indicam uma forte presença de material que mistura notícias com opiniões pró-governo ou críticas severas, especialmente em plataformas de redes sociais e veículos locais, com foco nas eleições de 2026.

Conflitos de Terra e Visibilidade

Há uma cobertura intensa e muitas vezes conflituosa das disputas de terras, invasões e tensões entre fazendeiros e povos indígenas no extremo sul, destacando a atuação de diferentes grupos sociais e políticos.

Críticas à Segurança Pública

A imprensa local frequentemente destaca a sensação de medo e a insegurança na região, com comentários que criticam a capacidade dos governantes atuais em lidar com o aumento da criminalidade.

Discussão sobre Desenvolvimento

Em contrapartida, há cobranças sobre o desenvolvimento regional e a necessidade de projetos de futuro, com alguns setores da imprensa e sociedade civil questionando a atenção dada pelo governo estadual ao extremo sul.

O ambiente jornalístico é caracterizado por um alto grau de engajamento político, onde o proselitismo é visto como ferramenta de perpetuação de poder por alguns grupos, enquanto outros buscam espaço para críticas e cobranças de gestão.

Incluímos aqui o uso das “milícias digitais”, frequentemente criadas por militantes e até pela comunicação institucional, promovendo o fenômeno da “desertificação de notícias”, quando a população perde o acesso a fatos reais, vivendo em uma bolha de pós-verdade criada por essas milícias digitais

Isso se manifesta no uso de verbas publicitárias para sustentar blogs e portais que, embora se apresentem como jornalísticos, funcionam como extensões do gabinete. Vale destacar como isso asfixia o jornalismo independente, que não consegue competir financeiramente com veículos  “chapa-branca”, sem compromisso com o direito à informação.

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