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Procurador pede afastamento de chefe do IBGE e cita risco à credibilidade

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Imagem: Elza Fiuza/Agência Brasil 

O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do MPTCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União), solicitou o afastamento do presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Márcio Pochmann. Ele justifica que a atuação do atual comandante da instituição responsável pela coleta dos dados sobre a economia nacional coloca em risco a credibilidade do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

O que aconteceu

Oliveira aponta irregularidades na atuação de Pochmann no IBGE. No pedido de afastamento feito ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, o procurador considera a necessidade de intervir para impedir a “instrumentalização política das estatísticas oficiais” no ano eleitoral. Ele avalia que um eventual “descrédito” dos dados “já deve estar ocorrendo”.

•O descrédito nas estatísticas oficiais — notadamente no cálculo do PIB e nos índices de inflação — possui elevado potencial de causar dano ao erário.Júlio Marcelo de Oliveira, em pedido de afastamento

•O procurador aponta risco à credibilidade do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Ele afirma que a atuação de Pochmann compromete a autonomia científica do instituto e abre espaço para o uso político das estatísticas oficiais.

•A representação denuncia a perseguição e a troca de técnicos experientes por funcionários recém-contratados. Segundo o procurador, a mudança ocorre por critérios ideológicos e fere regras básicas da administração pública, configurando um aparelhamento do órgão.

•O documento também aponta a criação ilegal da Fundação IBGE+. A estrutura paralela surgiu sem aprovação de uma lei específica e ignorou um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União), que considerou a medida nula.

•O procurador alerta para o risco de prejuízo aos cofres públicos. “O descrédito nas estatísticas oficiais, notadamente no cálculo do PIB e nos índices de inflação, possui elevado potencial de causar dano ao erário”, diz o pedido de afastamento

•A gestão atual também ameaça a divulgação de dados da construção civil. O procurador cita falhas na renovação de acordos com a Caixa, o que pode interromper o Sinapi, sistema usado para controlar custos de obras públicas.

Histórico no governo e críticas

Márcio Pochmann assumiu a presidência do IBGE em agosto de 2023. Professor da Unicamp e filiado ao PT desde os anos 1980, ele comandou o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) durante o segundo mandato do presidente Lula.

A proximidade com o partido atrai críticas frequentes da oposição. Adversários políticos acusam a atual gestão, sem apresentar provas, de tentar manipular os indicadores econômicos do país.

O IBGE ainda não comentou as acusações do Ministério Público. Procurado pela reportagem, o instituto não se manifestou até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de posicionamento do órgão… – Do UOL, em São Paulo… – Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/03/10/marcio-pochmann—pedido-de-afastamento.ghtm?cmpid=copiaecola

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