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Na Suíça, quem é pobre vive em “favelas” que superam a qualidade de vida de muitas cidades pelo mundo

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Suíça enfeitiça com picos eternos e lagos cristalinos, inspirando aventuras alpinas e paz profunda na natureza perfeita. // Créditos: depositphotos.com / cybernesc

A ideia de uma “favela” na Suíça soa como uma contradição para quem conhece a reputação de riqueza e organização do país, mas vídeos recentes viralizaram ao mostrar o que seriam as áreas mais pobres de Basileia. A realidade, no entanto, revela um conceito de pobreza radicalmente diferente do imaginário brasileiro, onde a dignidade e a infraestrutura urbana permanecem intactas mesmo nas rendas mais baixas.

A principal diferença nessas regiões, como Klybeck ou áreas próximas às fronteiras, não é a falta de saneamento, mas sim a densidade populacional e o tamanho dos apartamentos. Enquanto os bairros nobres são silenciosos e desertos, as zonas populares pulsam com vida, crianças brincando na rua e uma forte interação comunitária, algo raro na cultura suíça tradicional.

Suíça lidera turismo alpino com Bernina Express ativo e exportações de relógios/chocolates elevando prestígio econômico atual. // Créditos: depositphotos.com / sepavone

Quem são os moradores dessas comunidades?

A demografia desses locais é marcada pela diversidade cultural, sendo o lar predominante de imigrantes turcos, africanos, asiáticos e latinos que buscam oportunidades no país. A presença multicultural transforma a paisagem urbana, com mercadinhos étnicos, barbearias movimentadas e um código de convivência mais caloroso e barulhento do que no restante da cidade.

Essa concentração ocorre não apenas pelos aluguéis mais acessíveis, mas pela proximidade estratégica com as fronteiras da França e da Alemanha. Essa localização permite que os moradores cruzem a divisa para fazer compras em euros, reduzindo drasticamente o custo de vida em comparação a quem consome exclusivamente produtos suíços.

Abaixo, listamos as características que definem essas zonas habitacionais:

Arquitetura Funcional: Prédios de blocos simples, conhecidos como “bunkers” residenciais, sem o luxo das vilas históricas.
Carros na Rua: Diferente do Brasil, a “pobreza” aqui não impede a posse de veículos, sendo comum ver carros estacionados por toda parte.
Inclusão Social: Mesmo com renda menor, o salário mínimo (aprox. 4.000 francos) garante poder de compra para eletrônicos e lazer.
Explore a realidade e os contrastes sociais de um dos países mais ricos do mundo. O vídeo é do canal Lima Experience, que conta com mais de 15 mil inscritos, e apresenta uma visita aos bairros mais pobres de Basel, na Suíça, mostrando as diferenças na arquitetura, a presença de imigrantes e comparando o custo de vida e a qualidade de vida mesmo nas regiões com menor renda:

O clima continental exige adaptação o ano todo
A vida em Basileia é ditada pelas estações bem marcadas, que influenciam desde o trânsito até as atividades de lazer nas margens do Rio Reno. Preparar-se para o inverno rigoroso e aproveitar os dias longos de verão é essencial para a integração na rotina local.

Confira os dados baseados no monitoramento do Climatempo para entender a dinâmica anual:

A habitação social é sinônimo de precariedade?

Definitivamente não; os complexos habitacionais, muitas vezes destinados a refugiados ou trabalhadores de baixa renda, são mantidos com rigorosa limpeza e manutenção. O conceito de “favela” é desconstruído ao observar que não há construções irregulares, esgoto a céu aberto ou domínio de facções, mas sim um Estado presente que subsidia a moradia

O que o vídeo viral chama de “favela” é, na verdade, uma provocação para mostrar que a pobreza suíça seria considerada classe média alta em muitos países em desenvolvimento. O “choque” visual fica por conta de alguns graffitis e lixo no chão, algo inadmissível nos cantões mais conservadores, mas irrisório comparado a problemas urbanos graves.

A qualidade de vida desafia os estereótipos de pobrezaViver em um bairro considerado “pobre” neste cantão suíço significa, ainda assim, ter acesso a padrões de desenvolvimento humano que superam a maioria das capitais globais. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) registra para a Suíça um IDH de 0.967, garantindo que saúde, educação e segurança sejam universais, independentemente do endereço.

Correio Brasiliense

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