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 Inflação do aluguel cai, e contratos que vencem em março seguem livres de reajuste

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Cálculo do IGP-M considera preços de bens, serviços e matérias-primas usados por setores da economia  📷Rovena Rosa/Agência Brasil – Arquivo

Indicador usado para atualização da maioria dos contratos de locações variou -0,73% em fevereiro e acumula -2,67% no ano

*Do R7, em Brasília

O IGP-M (Índice Nacional de Preços — Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, caiu em fevereiro. O índice registrou diminuição de 0,73%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para efeito de comparação, em fevereiro de 2025, o IGP-M subiu 1,06% e acumulava 8,44% em um ano. Agora, com a variação negativa, o índice conserva queda total de 2,67% nos últimos 12 meses. Assim, locações com contratos atrelados ao indicador e vencimento em março não terão reajuste.

O percentual acumulado do IGP-M em 12 meses é o repassado aos inquilinos com contratos que vencem no mês seguinte. Entretanto, a maioria dos termos de locação têm cláusulas que barram o reajuste negativo em caso de queda do índice, o que leva à manutenção do valor pago pelos locatários.

O cálculo do IGP-M leva em conta os preços de bens, serviços e matérias-primas usadas na produção agrícola, industrial e na construção civil. A variação dele, portanto, é diferente da registrada pela inflação oficial, pois o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) considera a variação dos valores de um conjunto de itens que fazem parte da rotina de famílias com renda de até 40 salários-mínimos (R$ 64.840, atualmente).

*R7.com

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