SAÚDE
Após mortes, governo suspende vacina do Butantan contra dengue
- Foto: Divulgação/Comunicação Butantan
O Ministério da Saúde suspendeu nesta segunda-feira a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan. Segundo a pasta, houve 42 casos de reações severas possivelmente ligadas ao produto, incluindo um quadro grave e duas mortes ainda em investigação.
O primeiro óbito foi de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico 19 dias após receber a aplicação. O segundo foi um homem de 58, que iniciou um quadro febril evoluindo rapidamente para sintomas graves da doença cinco dias após ser vacinado. Cerca de 500 mil doses já foram aplicadas, sendo 417 mil em profissionais de saúde. Desenvolvido pelo Instituto Butantan, o imunizante é o primeiro do mundo aplicado em dose única, além de ser totalmente brasileiro. (g1)
Apesar dos casos suspeitos em investigação, a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, afirma que pessoas imunizadas com a vacina do Butantan há mais de 21 dias não precisam tomar nenhuma medida especial. O atendimento médico só precisa ser procurado em casos de sintomas da dengue ou apresentação de qualquer manifestação grave, como sangramentos, dor abdominal intensa e contínua ou pequenas lesões na pele. (UOL)
O ministro Alexandre Padilha disse, durante uma coletiva de imprensa, que a decisão é preventiva. “Muitas vezes na área da saúde a precaução é a melhor medida”, afirmou durante o anúncio de suspensão do imunizante. “A gente reforça para as pessoas que elas estão protegidas. Os dados mostram que protege contra os quatro tipos de dengue.” O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou que o “compromisso é com o máximo rigor científico possível” e que a instituição vai trabalhar “com a esperança de que vamos conseguir dados suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e que pode ser retomada”. (Globo)
Vale ressaltar que a suspensão refere-se apenas à vacina do Butantan, que vinha sendo aplicada em profissionais da atenção primária à saúde e em projetos-piloto realizados em municípios selecionados. Amplamente oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório Takeda, não é afetada pela restrição do governo federal e segue sendo recomendada. (CNN Brasil)
*Fonte: canalmeio.com.br

