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JUSTIÇA

Em entrevista, delegado da PF dá detalhes do esquema de corrupção criado pelo grupo Fraternos

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Delegado Pancho Vila. Foto: Reprodução

Em entrevista à imprensa na terça (15), o delegado responsável pelo inquérito da Operação Fraternos da Polícia Federal, Pancho Rivas, detalhou o esquema de corrupção criado, segundo a PF, para fraudar cerca de 60 contratos de licitação investigados em 3 prefeituras da Costa do Descobrimento – Eunápolis, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália –  que resultou na prisão dos ex-prefeitos Robério e Cláudia Oliveira (PSD) e no afastamento do cargo do  prefeito de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Santos (PSD), além de mais 4 mandados de prisão preventiva contra o ex vice-prefeito de Porto Seguro, Beto Nascimento (Axé Moi) e os empresários Edmilson de Matos, Ricardo Bassalo e Marcos Guerreiro.

Segundo Rivas, o esquema de corrupção funcionava a partir da criação de mais de uma dezena de empresas que simulavam que competiam entre si. Todas essas empresas eram de parentes e de pessoas ligadas entre si. Ainda segundo o delegado da PF, essas empresas simulavam a concorrência e eram contratadas com objetivo de desviar os recursos das prefeituras envolvidas.

A PF ainda não sabe qual o total de recursos públicos desviados com o esquema ao longo do período de investigação (10 anos), mas o delegado Rivas disse que o valor total dos contratos investigados chega a R$240 milhões, a maioria em obras de asfaltamento.

Para onde ia o dinheiro

Uma reportagem da TV Santa Cruz lembrou que a operação foi batizada de Fraternos por causa do uso de familiares para cometer os crimes denunciados e revelou também que o dinheiro desviado, segundo a PF, retornava para os líderes da organização em forma de:
1 – Compra de imóveis.
2 – Pagamento de dívidas.
3 – Pagamento de despesas pessoais.
4 – Realização de grandes eventos.

Crimes
Os envolvidos vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. O Ministério Público Federal (MPF) é o órgão acusador e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região é responsável pelo julgamento do processo.
Presídios

Após audiência de custódia na delegacia da PF, em Porto Seguro, o ex-prefeito Robério foi levado para o presídio estadual de Eunápolis e sua esposa e ex-prefeita Cláudia, levada para o presídio feminino em Teixeira de Freitas. Segundo a TV, o advogado do casal disse que a prisão foi recebida com surpresa e que os fatos antigos jamais permitiriam uma prisão preventiva.

Mais prisões

Um triste desfecho para 2 políticos que estão no poder desde 2005 na região ocupando cargos de prefeitos e deputados.

A expectativa agora é de que outros envolvidos, inclusive empresários e vereadores de Porto Seguro e Eunápolis, também tenham prisão decretada.

Por Bahia40graus

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